Ilustração do game Adore
Ilustração do game Adore. Imagem: Divulgação.

Na última sexta-feira (28) a noite paulistana foi palco para a premiação do BIG Festival 2019, maior premiação de independentes da América Latina.
A competição contou com 22 países diferentes, onde 54 jogos se encaixaram em 18 categorias de premiação, além de duas competições paralelas.

Uma das premiações mais aguardadas da noite era certamente o de melhor jogo brasileiro. E diante de nove potenciais candidatos, o trabalho da Cadabra foi eleito o melhor. Confira o momento da premiação:

E embora a conquista do prêmio traga benefícios consideráveis, o desafio ainda está longe de ser zerado. Veja mais dessa história abaixo na entrevista que a equipe concedeu ao Observatório de Games.

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• Qual a história do game Adore?  
–  O jogo conta a história de Lukha, membro de um clã de adoradores, capaz de criar um vínculo com as criaturas e invocá-las para lutar ao seu lado. Essa conexão é adquirida a partir da adoração ao Deus das criaturas: Draknar

A vila de Lukha é atacada e ele precisa avisar os outros clãs. No caminho, ele descobre não apenas os vários segredos da misteriosa floresta de Gaterdrik, mas também uma conspiração para matar o próprio Deus das criaturas.

• Vocês se definem como “uma pequena equipe motivada para criar experiências inovadoras, tanto na jogabilidade como no estilo de arte”. Dá pra dizer que esses valores estão representados em Adore?  
– Exatamente, o Adore foi totalmente sobretudo focado em deixar a jogabilidade fluida e integrada com a arte.

Cena de Adore.  Imagem: Divulgação
Cena de Adore. Imagem: Divulgação

Quantas pessoas estão envolvidas no projeto até aqui?  
– Na Cadabra somos em 3. Diogo Carneiro na arte e game design, Thiago Targino na programação e Thiago Carneiro como produtor. A parte de áudio foi terceirizada.

Devagar se chega lá. Crédito: Instagram Cadabra

• Quais foram as maiores dificuldades até aqui?  
– Nunca termos feito um jogo antes e nunca estudado sobre o assunto! Resolvemos criar e ir aprendendo durante o processo.

• Existe alguma curiosidade que vocês queiram compartilhar sobre o projeto?
– O protótipo inicial não tem nada a ver com o jogo atualmente… Mas imagino que isso deve ser comum com os jogos de todo mundo.

Fichas apostadas

• Vocês comentaram nas suas redes sociais de que o jogo no Switch é um sonho no qual estão trabalhando. Como está isso?
– Bem melhor do que quando comentamos isso! Agora já é uma meta.

Cena de Adore. Imagem: Divulgação

• Os estrangeiros levaram bons prêmios nesse evento. Na opinião de vocês, o que precisa melhorar para que as produções brasileiras entrem de vez no mapa dos grandes desenvolvedores?
– Acho que é só uma questão de tempo. Eles começaram bem antes que os brasileiros. Daqui a pouco chegamos lá! 

• Além do troféu, vocês ganharam dois prêmio$ bacanas, já sabem o que fazer com isso?
– Sim, será destinado, futuramente, ao marketing e alguns custos de produção.

• Qual a previsão de lançamento de Adore?
– Já temos uma data, mas infelizmente ainda não estamos divulgando

Cajado Energizado. Imagem: Instagram Cadabra

Enquanto o jogo não sai, joga-se

• O que vocês jogam quando não estão fazendo o jogo?
Diogo: Overwatch, Rocket League. 
Thiago Targino: Dota 2, Rocket League, CS
Thiago Carneiro: Fifa, Rocket League

O trabalho da Cadabra Games pode ser conferido através de suas contas no Facebook, Twitter e Instagram.