Stan Lee

Stan “The Man” Lee sem dúvida deixou um dos maiores legados para a indústria de quadrinhos, com criações que são imortais como verdadeiras lendas. Aqueles que não o conhecem das HQs e somente pelos filmes, talvez ainda não tenham uma ideia de tudo o que ele representou. E como tal, não é de se estranhar que o criador de personagens como o Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico e outros, tenha participado ativamente do roteiro do game da Marvel.

A informação foi dada pelas empresas Square Enix e Crystal Dynamics, que disseram que ele esteve no desenvolvimento de Marvel’s Avengers, ao “ponto de ter participado ativamente no roteiro e na forma de utilizar a narrativa do jogo.” Caso estivesse com dúvida se a história do game estaria à altura dos personagens da Casa das Ideias, Scot Amos encarregou-se de retirar todas as nuvens que estavam na cabeça dos fãs da Marvel.

O diretor da Crystal Dynamics assegurou através de uma entrevista para o TechRadar, que os conselhos de Stan Lee foram muito úteis para colocarem a personalidade dos heróis e dos vilões no jogo. Desta forma, puderam apresentá-los para que fossem compreendidos por todos os envolvidos na produção.

Assim sendo, produtoras se asseguraram que o game irá agradar aos leitores mais antigos das aventuras da Marvel que se identificam com os comics e aos que não têm nenhum tipo de experiência prévia com o universo das HQs e somente com as adaptações cinematográficas.

“A beleza de Stan tem origem no fato de ter feito com que estes personagens fossem amados e desfrutados por todos. Ele tinha a noção de que qualquer comic podia ser o primeiro de alguém, e isso ficou gravado em minha mente durante o desenvolvimento do jogo. E é verdade. Apesar de não parecer, esta pode ser a primeira vez que alguém irá conhecer o Capitão América ou Thor, e eu devia assegurar que a história deve ser entendida, sem que ninguém se sentisse excluído,” disse Amos.

Outro ponto curioso deste bate papo sobre Stan Lee, foi a forma como Amos abordou o criador para lhe pedir conselhos. Segundo o executivo, era uma figura que impunha enorme respeito: “Stan era um tipo complicado. Simplesmente amava seus personagens. Perguntamos o que queria fazer e qual o seu conselho a respeito da caracterização do jogo.

Tivemos um debate interno na Crystal Dynamics, onde colocávamos perguntas e ouvíamos os fãs e até membros e roteiristas da Marvel. Passamos muito tempo pensando, ‘Bem, o que é que podemos lhe perguntar? Qual é a sua relação conosco? O que temos de fazer?'”

Stan Lee certamente não deixou apenas um legado de personagens, mas também seu carisma e formas de pensar para uma geração de novos roteiristas e mídias como a de games.