e3 vazamento
Negócio tá feio e multa pode chegar a 20 milhões de euros. Montagem: Divulgação

Após o escândalo que expôs dados pessoais de mais de 2000 jornalistas, geradores de conteúdo e outros participantes da E3, a organização tenta correr para recuperar credibilidade arranhada, ainda que isso seja constrangedor no momento.

A ESAEntertainment Software Association forneceu à GamesIndustry.biz a seguinte declaração na quarta-feira: “Nossa principal prioridade é reconquistar a confiança de nossos parceiros de mídia.

Estamos trabalhando com advogados externos e especialistas independentes para investigar essa situação e aumentar os esforços de segurança para evitar que isso aconteça novamente”. Informou a organização.

Rombo atualizado

Nos últimos dias, soube-se que o vazamento foi ainda mais abrangente do que se pensava. Anteriormente havia a informação de que os dados vazados eram dos que frequentaram o evento em 2019.

Contudo, de acordo com o VGC, os frequentadores de outras três edições do evento também foram prejudicados pela falha. Sendo 2.800 dados vazados em 2004, 3.300 em 2006 e 2.800 em 2018. Todavia, não foi informado quantas pessoas tiveram seus dados divulgados no evento 2019.

Contudo, nada é tão ruim que não possa piorar. Isso porque estão sendo apontadas evidências sugerindo que a ESA foi informada sobre pelo menos uma dessas listas em 2018.

Desde então, todas as listas foram colocadas off-line. Juntamente com isso, a ESA enviou um e-mail aos afetados se desculpando pelo vazamento.

Riscos e consequências

Por mais que a argumentação da ESA argumente que “Por mais de 20 anos, isso não tem sido um problema”, ainda assim, os riscos de ação coletiva são grandes.

Para isso, basta que qualquer tipo de dano moral/físico venha a ser associado ao vazamento. Não há notícia de qualquer ferramenta que possa mensurar por quantas vezes o documento foi acessado. Assim, a vida dos organizadores da E3 está oficialmente no modo hard, já que a multa para a falha pode chegar a 20 milhões de euros.