Not Today NSL
Not today, caçula. Montagem: Divulgação

Entra um novo, sai um velho. Dentro de um ciclo de vida de produtos, essa é a ordem natural das coisas. No caso da família de portáteis da Nintendo, a chegada do Switch Lite parece ser um recado direto aos proprietários do veterano 3Ds: O fim está próximo.

Contudo, Doug Bowser, presidente da divisão América, não aposta nisso de imediato. De acordo com ele, está tudo literalmente nas mãos dos gamers. “Continuaremos a apoiar nossa família de sistemas 3DS, desde que haja demanda”, disse o executivo à The Verge, reforçando assim uma informação que já havia dito ainda esse ano, mas que por conta da chegada do NSL, precisou ser repassada.

Ainda segundo Bowser, um dos motivos para se manter os veteranos 3Ds ativos é a sua estratégia comercial. Enquanto o Switch Lite custará US$ 200, um 3DS atualmente é vendido a partir de US$80. Assim, com um console mais barato, Bowser entende que isso configure “uma proposta de grande valor para um jovem jogador que entra no ecossistema da Nintendo”.

Todavia, o discurso vindo da América se desalinha quando o assunto é fomentar essa demanda. Vale lembrar que a empresa não anunciou sequer um jogo de 3Ds durante a E3 desse ano.

Estatisticamente falando, o consumo de 3Ds está em franco declínio. De acordo com os números divulgados pela empresa, o sistema 3Ds vendeu 6,4 milhões de unidades em 2017, 2,55 milhões em 2018 e tem planos de vender 1 milhão de unidades até março de 2020, período em que se encerra o ano fiscal da empresa japonesa.