Que tiro foi esse? A nova versão de PUBG não tem mais tiro que sangra e mata.
Que tiro foi esse? A nova versão de PUBG não tem mais tiro que sangra e mata.

Parece que a expressão “negócio da China” não vai ser aplicada ao fenômeno PlayerUnknows’s BatlleGround (PUBG). O game foi retirado do maior país do mundo nessa quarta-feira (8), devido ao seu conteúdo ser considerado violento demais para as classificações vigentes no país. Contudo, a Tencent, empresa responsável pelo game, deu um jeito de comercializar todo esse interesse dos chineses por essa temática em questão.

Diante das restrições que terminaram por inviabilizar comercialmente o game, a solução foi substituir PUGB por um “clone” ligeiramente modificado. Chamado de Game of Peace, o jogo tem praticamente os mesmos cenários, personagens, fundos, texturas e demais elementos.

Contudo, é na hora de atirar que a coisa fica diferente para uns, hilária para outros e ok para a classificação chinesa. Nessa versão patriota, os oponentes quando são atingidos não sangram, apenas caem.
E para não restar dúvida de que ninguém foi, de fato, morto, os atingidos se levantam e ainda dão um tchauzinho, antes de simplesmente desaparecerem.

Muitos internautas entenderam as mudanças como uma pirraça, mas o fato é que agora a Tencent pode finalmente gerar receita.
E caso a tropa de 70 milhões de usuários ativos aceite a migração a qual são submetidos assim que acessam o antigo game, isso pode gerar uma quantia média de até US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) por ano, segundo analistas.

Usuários que experimentaram do redirecionamento relataram que seu progresso de jogo salvo em PUGB continuou em Game of Peace.
Não é a primeira vez que jogos com essa temática passam por restrições desse tipo. Counter Striker e Dota 2 também passaram pelo mesmo tipo de inspeção.