Cena do game Árida, ainda em versão beta.

Por muito tempo, Blanka reinou como o único personagem brasileiro incumbindo de representar o país dentro do mundo dos games. E muito provavelmente, o monstro verde ainda permanecerá por anos no top of mind dos gamers nesse quesito.
Contudo, cada vez mais, estúdios brasileiros tem ganhado notoriedade por apostar em elementos brasilis para compor seus jogos.  E dentre essas ousadias, Árida, é um projeto que veio para engrossar essas constatações.

Inicialmente batizado de “Projeto Sertão”, Árida é fruto dos esforços do AOCA, um pequeno estúdio baiano, porém, de ambições grandes.
Com a intenção de entreter e, simultaneamente, ensinar sobre a cultura local, o game se passa no sertão nordestino do séc XIX, onde a protagonista Cícera percorre cenários da região inspirada em Canudos para auxiliar o sertanejo em suas missões de exploração e sobrevivência.

Suportes

Para compor o game com elementos fiéis ao ambiente pretendido, a equipe contou com ações importantes, como a ajuda de historiadores da Universidade Estadual da Bahia, além de irem pessoalmente até a região de Canudos para passar alguns dias absorvendo informações sobre tudo.

Equipe da AOCA na região de Canudos para estudar a atmosfera sertaneja para aplicar o conteúdo absorvido em Árida.
Foto: tumblr_inline_opv6rvzeNA1uw1f84_1280

O projeto alavancou, também, graças a um edital da Ancine, que contemplava ideias para a área de games, tendo o AOCA como único estúdio baiano entre os escolhidos.
Para a categoria de Árida, foram destinados R$250 mil reais. Pouco para se fazer um jogo, porém, suficiente para gotejar com honra no cenário local.

O game será dividido em quatro episódios, onde a cada passagem a história irá se modificando em vários aspectos, da textura até a mecânica do game.  A primeira parte dessa “vizinha de Blanka” sai no primeiro trimestre de 2019.

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