HD + RETRO: Existiria um jeito melhor de você matar a saudade dos seus clássico?Imagem: Reprodução
HD + RETRO: Existiria um jeito melhor de você matar a saudade dos seus clássico?Imagem: Reprodução

Que atire a primeira ̶p̶e̶d̶r̶a̶  ficha o gamer que não se sente nostálgico de vez em quando.
A nostalgia é um sentimento que gera links diretos com um período que, pelos mais variados motivos, nos faz alguma falta. E é natural querer dar uma revivida nisso de alguma maneira, sempre que o motivo desse sentimento “retrô” nos vem à tona.

Com o gamer, decerto, não é diferente. No caso de nossos jogos, muitas vezes, a saudade não é saciada apenas revendo vídeos. É preciso, literalmente, praticar seu conteúdo.
E é na hora de combinar as ferramentas pra isso acontecer que o nível fica hard.

Tem horas que a gente precisa dar um chute na saudade. Entende?

O link da rom que te direciona pra um site pornô e o cosplay de Mcgaiver que você tem que fazer pra ligar um console velho numa TV moderna são apenas alguns dos inconvenientes que podemos passar se quisermos revisitar um clássico.

A inserção em caráter plus de personagens/armas/uniformes/ clássicos em jogos modernos é um bom meio termo. Contudo, não é exatamente disso que estamos falando.
As reedições especiais até ajudam, ma$$$…

Jogar com armas clássicas no próximo Call of Duty, com o uniforme do filme de 2002 no jogo do PS4 em 2018 e reencarnar o mito Alejo em HD. Há muito tempo passado e futuro flertam nas plataformas atuais.

Em suma, tá hard jogar um clássico desviando das dificuldades acima citadas. Contudo, algumas soluções interessantes pode amenizar essa saudade de maneira criativa e complementar.

Há algum tempo, a parceria entre Lizardcube e Dotemo desenvolveu um projeto fantástico: a ressurreição de Wonder Boy: The Dragon’s trap. Entretanto, o que há de fantástico em relançar um clássico na melhor qualidade gráfica disponível? Assista abaixo e veja:

Foi isso mesmo que você viu, Todo o jogo clássico refeito em HD, onde com um click você por alternar entre DH/8bit.

As vantagens são várias:

  • Você compra um jogo novo e ganha o retrô;
  • Poupa espaço;
  • Joga com o conforto do seu console atual;
  • Mostra pra nutelllada que quando você chegou aqui era tudo mato;
  • Se livra das gambiarras;
  • E claro, mata a saudade com um click.

De fato, uma ideia que procura resolver uma boa parte dos problemas citados aqui.  Contudo, a sacada parece não ter inspirado outros estúdios a fazerem o mesmo. E os motivos podem ser vários, por parte de desenvolvedores e gamers, inclusive.

Dentre inúmeros obstáculos, a primeira parte deve esbarrar, possivelmente, em algumas questões legais, que podem ir do dinheiro ao mimimi egocêntrico.
Já a segunda parte, é mais complexa ainda, pois dificilmente o gamer vai conseguir reunir num mesmo ambiente todos os elementos de maneira fidedigna ao que já foi um dia.

Ambas as partes são compreensíveis em seus pontos. Diante disso, talvez uma solução interessante seria colocar em novos jogos pelo menos uma fase com a opção de alternância entre DH/8bits da franquia.

Com certeza, se inserida gradativamente, a atitude viraria uma moda que geraria praticidade, homenagens, comparativos, cooperação entre estúdios, valorização do cenário, diversão extra e nostalgia com caldo grosso pra resenha.

“Se não me quis assim, não me procure quando estiver assim”

Pense numa resenha ao jogar Spider-Man de Atari enquanto a tela seguinte de Marvels Spider Man carrega. A saudade não ganharia um game over, muito pelo contrário.  Ganharia algo melhor: um “continue”.